Ok, já aterrei... em Londres. tudo branco, aeroporto inclusive, só vi a pista quando as rodinhas tocaram no chão gelado de standsted.
"How was the wheather in Portugal?" pergunta o revisor do passaporte. "Fine, quite warmer than here".
5 horas e uma glamour depois passo para o próximo vôo e mais umas pounds de excesso de peso. Quem me mandou a mim trazer uma malona?
O Michael esperava-me no aeroporto com umas flores, a tempo e horas de um beijinho de boas vindas e de me ajudar a carregar a malona. Começa bem, foi ele que esperou por mim no aeroporto e não ao contrário, como era costume ;-)
O frio começa a entrar na pele e depois nas veias e depois o carro finalmente começa a aquecer. Vamos directamente à casa recém renovada por dentro onde viveremos nos próximos meses. Entramos e está um gelo terrível. Tentamos todos os botões, torneiras e tubos -sim, tubos. Claro que às tantas tanto tubo e botão aberto resultou numa mini-inundação na cozinha - na nossa e na da vizinha de baixo que veio a correr bater à porta a queixar-se da água que escorria da sua kitchen's lamp. Começamos bem...
Muitas tentativas e uma lasanha pré-feita depois desistimos de ligar o aquecimento e vamos dormir com 2 edredons e 2 graus no quarto. Amanhã, plumber!
Manhã gelada segue-se a noite gelada.
Chegando à HP nem duvidei: toca a ir buscar um balde de latte machiato. A tentação do donut é grande mas resisto: ouvi dizer que toda a gente engorda na Escócia.
Ninguém sabia que eu vinha mas toda a gente se lembra de mim: Hello again Joana, for 6 months now? That's great!
Business as usual e muitos emails. Já tenho saudades de ouvir as minhas colegas a bufar com o stress matinal. Estes não bufam, não reclamam, não reagem... Corrijo, há os colegas latinos e esses têm algum ingrediente diferente. É óptimo poder estar na Escócia e falar espanhol. Principalmente quando não consigo praticar um inglês "standard" e passo a vida a perguntar aos meus colegas escoceses se podem repetir o que acabaram de dizer porque eu não pesquei nothing...
Neve... mmm não gosto nada disto. A volta a casa é perigosa embora as estradas principais tenham sal e estejam desimpedidas. O que eu não gosto mesmo é de caminhar na neve. Aliás, pareço uma aleijadinha. Escorrego, deslizo e dou gritinhos de quase pânico.
A casa é óptima agora que finalmente descobrimos qual era o botão que fazia funcionar o aquecimento. Era exactamente aquele botão com o símbolo do frio (floco de neve). E nós a pensar porque será que há a opção de frio numa terra onde nunca está calor...
Primeiro jantar de vets. Um aniversário, uma despedida. Conversas sobre pacientes de 4 patas, tortilla (eh lá, está maravilhosa esta mistura de ovos com batata), paio, cerveja tennent's (acho que vou mesmo ter de passar a gostar de cerveja) e muita coke.
Quinta-feira foi tranquila (basicamente é a típica chegada a casa depois do trabalho e o mergulho no colchão de espuma onde ficamos deliciosamente enterrados... claro que as costas não agradecem e clamam pela dureza do pikolin longínquo) - mas sexta aventurei-me nos transportes urbanos! 5 libras para voltar a casa e um encontro imediato de primeiro grau com uma considerável raposa que me olhou fixamente, tão fixamente que parei na rua, mesmo a tremer de frio, a retribuir o olhar. Parece que as malandras andam na cidade, quais gatos, a roubar os restos de comida dos caixotes do lixo.
Sábado - sol. Não daquele aberto e luminoso como temos em Lisboa, mas sol.
Cinema com amigos portugueses - já que o marido está a trabalhar... Vi um filme fantástico. Recomendo mas não sei qual o nome quando chegar a Portugal: The Reader, com a Kate Winslet. Intenso. Fiquei com mais vontade de visitar a Alemanha.
Domingo - neve again... All white again. Um dia mais caseiro e um blog novo.
Keep in touch. Eu continuarei a escrever.
Subscrever:
Enviar feedback (Atom)
Sem comentários:
Enviar um comentário