terça-feira, 28 de abril de 2009

Absence

Oh pá, desculpem lá, já sei que há mais de 30 dias não escrevo, mas... não, desta vez não tenho desculpa, foi mesmo preguicite.

Por cá tudo sob controlo. Descobrimos a origem das dores de costas do Miguel, depois do CT Scan/ Raio X (hérnias - sim, no plural, são 3...) e ainda não descobrimos se vamos ganhar ou não algumas pounds com o pedido de indemnização por "personal injuries" depois da estrondosa batidela que aquele senhor deu nas traseiras do nosso 270,000 kilometrado Clio. A dor insuportável da hérnia que está em pior estado foi devido ao trauma da pancada. Será que a justiça Escocesa funciona? Crossed fingers.

O meu pai, irmão e step-mother (madrasta é uma palavra ruim) estiveram por aqui e andamos com eles por vários sítios, incluindo o castelo de Edimburgo. Resolvemos ir num sábado, um previsível dia de brisas geladas e "showers" em que o belo castelo estava a abarrotar de Japoneses e Holandeses. Por incrível que vos possa parecer, a minha parte favorita do castelo foi a prisão. Os prisioneiros de guerra escreveram e desenharam coisas muito giras nas grossas portas de madeira da cadeia. Fiquei espantada com os dormitórios e convencida de que o ser humano é realmente capaz de coisas incríveis, como sobreviver na Escócia sem aquecimento central e dormindo em pequeníssimas camas de rede - medimos, eu e o meu irmão, uma das camas expostas. Para um homem de 1,80 m era completamente impossível encaixar lá.

Depois de enregelar as orelhas em Edimburgo, merecíamos um dia de sol e... tivémos! Um grande passeio em Balloch, com o Loch Lomond como fundo. Até um gelado comemos. Vimos umas quantas latas de refrigerante no parque, o meu pai até tirou uma foto para levar para Portugal a foto da porcaria que os locals fazem e não limpam. 12 segundos depois duas Japonesas acharam que aquele sítio cheio de papéis e latas era de alguma forma turístico (senão não havia um grupo de turistas Portugueses a tirar fotos) e desataram aos flashes... A foto abaixo é na vila de Luss, uma das vilas pitorescas na margem do Lago Lomond.





Por Glasgow o mais fácil (como estávamos a trabalhar) foi pôr as visitas no Citysightseeing bus. Parece que vale a pena, mas "fecha" cedo. Bem, aqui tudo fecha cedo. Quer uma mocinha ir ver uns sapatinhos depois de picar o ponto, no centro, relaxar com montras e bate com o nariz na porta. As lojas fecham às 18. Nada para ninguém. Deve ser uma medida pró-poupança. Ah, sim, claro, temos a opção centro comercial (aqui não há assim tantos, uns 4...) mas é longe, não dá jeito e fecha às 10.

Foi uma visita curta mas feliz. A despedida foi na Queen's Station quando os deixamos no comboio que os levaria de volta a Liverpool. Os vôos directos Porto-Liverpool têm dado jeito, embora Liverpool seja a uns bons 400 kms de Glasgow. Aqui na Escócia têm o pensamento "voar para ir de férias" e os únicos vôos directos para Portugal são para Faro. Chuif...

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